ESTAMOS VOLTANDO

Volume 06

QUEM SOU EU?

Sou alguém como você.

Alguém que procura, que pesquisa, que tem alegrias, tristezas, duvidas, mas sempre esperança.

O mundo espiritual, me foi sempre  natural. Desde que dei conta de mim, nesta atual existência, intuitivamente comunicava-me com seres de outra dimensão, espíritos. Ao conhecer a doutrina espírita fui compreendendo o que se passava comigo.

Na arte, na poesia, na música sempre tive facilidade  de expressar-me, mesmo sem haver aprendido qualquer técnica destas modalidades artísticas, nesta presente encarnação.

Tocava “de ouvido”, no dizer popular., no violão, no acordeón, no teclado ou no piano qualquer melodia que soubesse sem maiores dificuldades.

Aos 39 anos, após haver sofrido alguns testes de desapego e renuncia a vida encaminhou-me para o compromisso que assumi ao renascer, com os Cancioneiros do Infinito.

Tratam-se de músicos, artistas, políticos, esportistas, conhecidos e desconhecidos que me enviam mensagens  do plano espiritual onde agora se encontram, após a chamada morte física. Nas páginas a seguir irei expondo cada um e a finalidade do trabalho.

Quando montava o livro ao chegar nesta página senti a inspiração desta poesia

Quem sou eu

Marisa  Cajado

Sou alguém do Universo

Aqui neste mundo inverso

Para mostrar em  meu verso

O quanto tenho que andar.

E espalhar harmonia,

Na prosa, ou na poesia.

Tecendo uma sinfonia,

Com as notas do verbo amar.

PREFÁCIO

   “Queridos irmãos, cuja crença Deus embala, empenhados no sublime ideal de servir a Cristo, imbuídos da fé, perseverança e vontade, que deverão marcar o futuro, no rastelar da terra árida, para a plantação do amor.

Haveremos de levar a música em acordes de harmonia, aos corações sedentos de paz para que viceje a alegria, arrebatando os corações vazios, adoçando o cálice da amargura, com os eflúvios da esperança, para as almas cansadas.

Haveremos de ser juntos, os forasteiros do amor, tocando hosanas nas harpas do sentimento,  jungindo as fibras feridas com o ungüento da paz.

Seremos como a brisa, a soprar em calmaria após a tempestade, deixando no ar o aroma celeste, perfumado, a dissipar o odor pútrido, que emana das mentes deformadas pelo materialismo ainda imperante.

Seremos os menestréis do Cristo, a espalhar conforto, levando a água fresca à aridez do deserto. Talvez paguemos o custoso preço da renúncia, o desconforto da saudade, o fardo da ingratidão, a fúria da crítica.

Sentiremos porém, o coração consolado pela alegria cristalina, a brotar da fonte inesgotável do Pai Maior. Sim, haveremos de escrever juntos a ópera do amor.  A vestimenta será a nossa dedicação, o palco a própria vida, o público o sofredor, o instrumental nossa própria voz  ligada às vozes maiores dos arautos do bem.

  Não se apresentará nosso espetáculo, somente nos grandes teatros revestidos de ouro, sem ressonância nos corações vazios, viciados na inutilidade e na orgia. Irá a qualquer lugar, cuja simplicidade, recorde o Cristo nos primeiros tempos do casarão. Nossa música chegará às campinas, ao frescor dos lagos, aos cumes dos montes, à  beleza do vale, para alcançar os corações dos mansos e pacíficos auxiliando na implantação do reino do amor na Terra.  

Cristo é o grande maestro a empunhar sua batuta de luz, a entoar os acordes cristalinos das Bem aventuranças :“ Vinde a mim, vós que estais aflitos eu vos aliviarei”.Nada temais, sob a direção deste Maestro Divino, que rege a Terra desde as suas entranhas até o ilimitado.

Estarei convosco, pequeno que sou. Não vos intimideis com os louros que a Terra concedeu-me no passado, movidos em sua maioria por interesses vários, longe da gratidão sincera e pura. Porém sou agradecido porque proporcionaram a este humilde servidor o troféu maior pela honra de ter servido à Pátria e deixar ao mundo acordes da melodia celeste, embora paupérrimos comparados à sinfonia do Universo mais além. Aqui recebi o verdadeiro laurel, por haver acumulado um pouco de resignação, humildade e paciência nos sofrimentos cruciais  dos últimos dias terrenos.

Nada vos abata e senti-vos gloriosos pela honra augusta de servidores de Cristo. Deus vos abençoe sempre.

Carlos Gomes  por  Marisa Cajado

INTRODUÇÃO


 A música acompanhou e escreveu sua história na humanidade. Todo povo tem sua música, que traduz-se em várias formas.  A música apresenta-se no mundo como manifestação da alma, pois é nesta que ela é gestada.  

 A música maior aflora quando há o encontro do intelecto com a consciência espiritual que reside na alma, e ambas unem-se à Consciência Cósmica Divina.  O grande compositor sente o êxtase deste momento.

Para o artista, basta este instante de felicidade real do qual conserva a lembrança que se materializa em força, energia e saber, porque é uma vivência real. Por isso não lhe importam as críticas e a incompreensão humana porque ele sabe que  tem o aval  da divindade. A música dividiu-se no tempo em diversos ritmos e formas.

Umas das que até hoje nos envolve, é a canção. Ela é a mais genuína flor da música romântica. Poucos foram os compositores que não a cultivaram. Shubert, Shumman, Mendelson e Liszt foram os primeiros grandes criadores da canção. Existem milhões de canções compostas por tantos talentos e se enquadram no tempo adquirindo o aspecto social e até representando uma época da história. São as canções românticas, as melancólicas, as alegres, as épicas, as revolucionárias, as religiosas etc...

Hugo Wolf foi o mais genial criador de canções de sua época. Era austríaco. Carlos Gomes o brasileiro que levou o nome do Brasil para os grandes teatros europeus, através da ópera “ O Guarani” compôs óperas e canções. Até hoje este gênero musical embala nossa alma, sejam canções ciganas, bíblicas, patrióticas, espiritualistas enfim... canções.

É por elas que se uniram os Cancioneiros. Estão ligados pelo sublime ideal do amor, regidos pela consciência espiritual. São hoje cidadãos universais. 
 O Maestro Carlos Gomes direciona estes compositores, trabalhando pelo Brasil, na dimensão espiritual em que se encontram, pela importância que tem o Brasil, no Milênio “primo” da nova era, segundo Francisco de Assis. Nele repousa a esperança e a responsabilidade da implantação do amor para o definitivo reencontro da humanidade com Deus.
Os Cancioneiros do Infinito  portanto, há milênios ligados à música, além de compositores,  são irradiadores da energia do amor .
Para elucidar o nível em que atuam  transcrevo uma mensagem recebida, em atendimento à necessidade de explicar quem eram os cancioneiros.

QUEM SOMOS

Estamos noutra dimensão

E temos comum missão

Com a música no ar.

Que na alma faz guarida

Embalando o dom da vida

No aprendizado do amar.

A música que passa breve

Deixando uma brisa leve

Por nosso  ser a soprar.

Desencadeando acordes

Para que o ser acorde

E retome seu lugar.

De filho da Criação

Tendo como nação

O país eternidade

Mesmo plasma  divinal

Unidade universal

Única e real verdade.

Sentindo que é muito maior

E que tem o dom do amor

E foi de amor formado

Para que  encontre o  caminho

Retornando  ao seu ninho

Liberto e regenerado.

Cancioneiros do Infinito

CONSIDERAÇÕES PESSOAIS

Sinto a música como um dos atributos divinos, manifestação da beleza eterna.  Tem o poder de harmonizar-me, atrair-me. Sou extremamente grata à ela e ao vital que é. Não a tenho apenas como deleite ou distração mas como um elemento maravilhoso de energização e enlevo.

Considero-a agente de cura, harmonia, inspiração, expansão dos sentidos espirituais.  Para senti-la em sua profundeza é necessário ter galgado degraus evolutivos e alcançar a fonte de onde ela emana. É na Terra a representante fiel da harmonia móvel e vibrante.  É a sublime arte ao redor da qual  unem-se todas as outras artes. Sua linguagem é universal, não necessitando de intérpretes.

 Sou pedagoga, escritora, poeta e compositora, porém a música em mim é natural. Considero-me musicista nata ela se expressa facilmente por meu intermédio. Em todas as áreas da vida utilizei-a principalmente nas lides da Educação. Os resultados sempre foram gratificantes e pude observar a atuação da mesma estabilizando a emoção, auxiliando a concentração mental e acordando os sentidos espirituais. Notei sua atuação no equilíbrio da personalidade, pacificando a psique e fortalecendo o ser interior proporcionando alcance do Infinito além muito além de nossa percepção física traduzindo-se em instrumento seguro de discernimento e elevação.

 Hoje, ciente desta responsabilidade, tenho como meta, colocar os Cancioneiros no ambiente em que viveram para que possam dar o seu recado através da mídia e dos meios de comunicação em geral, como sempre fizeram, atingindo a todos os corações sedentos de luz.  

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Imagem: Tela Marisa Cajado

 

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