SAMBA NO PASSADO

Os primeiros passos do samba foram no final do século XIX, onde em algumas reuniões ,os pagodeiros, a maioria negros e mulatos, cantavam alguns versos de improviso em torno de um refrão como num "repente" e tocavam sempre acompanhados de percussão, cavaquinho, violão etc.


Por ser uma manifestação popular de origem negra, assim como os jogos de capoeira, o samba e seus praticantes, os "pagodeiros", eram descriminados e até presos por serem considerados baderneiros.
Com a consolidação desse movimento, veio a "libertação" do samba em 1928, com a criação da primeira escola de samba, a deixa falar. Esse pode ser considerado o grande momento do samba, pois abriu espaço a novos seguidores como a tradicional "Estação Primeira de Mangueira" e a primeira campeã dos desfiles de carnaval "Portela" (1928), e a chegada dos primeiros nomes a conquistarem as rádios e o mercado fonográfico: Ary Barroso e Noel Rosa, os sambistas brancos, que juntamente com as escolas de samba, ajudaram a mudar a imagem do samba que era de pura marginalidade. A partir daí, estava concretizado esse gênero da musica popular, que ganhava cada vez mais seguidores e "desceu o morro" e chegou ao centro da cidade, onde temos como responsáveis Ismael Silva, Marçal, Nilton Bastos, Mano Elói e Bidê.

 Revista Manchete  

Época de grandes  sambistas e o samba ganhando espaço fora do Brasil com Carmem Miranda que da Argentina, foi a os EUA , Paris etc.

Foi nessa época que também fazia sucesso o grande sambista brasileiro Ataulfo Alves. Em 1933, a convite de Alcebíades Barcelos - o Bidê, faz um teste na RCA e com Carmem Miranda, que já era sucesso, grava uma de suas músicas, "Tempo Perdido", que trazia seu estilo, nostalgia e sofrimento amoroso.

Na Alemanha surgiam as primeiras vitrolas ortofônicas de efeitos especiais.
No Brasil utilizavam-se os gramofone de cordas.


                  Odisséia do Som SE


Quando o mundo apresentava este cenário foi que nasceu Ataulfo Alves.  Sambista de alma encantou  com sua inspiração voltada ao coração simples do povo. Deixou  encantamento e alegria em seus sambas e continua fazendo isso do plano em que está.

Seus sambas de agora são lindos e filosóficos. Em  2 de maio de 2004 Ataulfo Alves faria 95 anos. Faria também 35 anos  da passagem para a outra dimensão.
O público ficou distante obra maravilhosa deste  compositor . Falta em nossa mídia, uma preocupação com os tesouros musicais que temos. Entretanto muitas de suas músicas tornaram-se clássicos do MPB.
Estudando- se a vida de Ataulfo, podemos perceber a enorme criatividade daquele garoto origem muito pobre que veio para o Rio com 17 anos,  e conseguiu de forma autodidata , lograr estrondoso sucesso.
Sua filosofia continua no ritmo cadenciado deste  samba novo ,
Inspirou-nos seis sambas no seu estilo próprio e característico, porém só temos gravado: Não queixe não.

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