MAESTRO CARLOS GOMES

Carlos Gomes nasceu na época em que o Brasil vivia um grande desafio político. Em 1840 D. Pedro de Alcântara foi declarado maior e foi investido do poder dando fim ao período regencial.

O governo de D. Pedro II, foi marcado por um período de paz e prosperidade econômica e cultural. A música também recebeu grande influência européia, sendo muitas vezes abrasileiradas. Danças importantes como a polka eram verdadeira mania da época gerando até o neologismo polcar.

Outras danças famosas neste período eram valsas, quadrilhas que receberam influência dos movimentos nacionalistas.

A música difundiu-se muito com os impressores. Instrumentos eram importados da França e da Inglaterra, principalmente o piano.

O imperador era amante da cultura e da arte. Foi protetor de Carlos Gomes e quem proporcionou seu crescimento musical, enviando-o à Italia.

Falar dele enche nossa alma de eterna gratidão

O MAESTRO DOS CANCIONEIROS


"Este jovem começa por onde eu termino." (frase atribuida a Verdi)

Assim se pronunciou o grande compositor italiano Verdi sobre Carlos Gomes.
Carlos Gomes, que aos 20 anos já triunfava, levou o nome do Brasil à Europa..Foi apadrinhado por D. pedro II, que soube avaliar o seu grande talento.
Ele é o dirigente deste trabalho .dos cancioneiros, hoje, na dimensão em que está.
Eu não sabia deste fato até 1996.

Estava proferindo uma palestra na cidade paranaense de Toledo, quando ao entoar a melodia Suave Maria, de autoria espiritual de Carlos Gomes fui tomada de intensa emoção. Carlos Gomes apresentou-se a mim dizendo que ele era o organizador e o diretor do grupo dos cancioneiros. Foi exatamente no dia  19 de outubro de 1996, que foi retratado no artigo do Jornal da cidade de Toledo.

A cada dia  o trabalho ficava mais definido A responsabilidade crescia e a alegria também. Esse trabalho de muito amor preenchia-me de forma intensa. Após cada palestra  eu sentia-me revigorada, fortalecida, pronta para enfrentar a luta.
 

BIOGRAFIA DE CARLOS GOMES
 

Bordalo Pinheiro . O Guarani  Revista O besouro, RJ Museu Histórico Nacional


  1836 - Em 11 de julho nasce, em Campinas, Carlos Gomes, filho de Manoel José Gomes e Fabiana Maria Jaguary Cardoso. Apelidado de Tonico, inicia os estudos musicais aos dez anos, sob a supervisão de seu pai. Durante a adolescência apresentava-se com seus irmãos na banda do pai em bailes e concertos. Neste período, já compõe músicas religiosas e modinhas.
1854 - Compõe sua primeira missa - Missa de São Sebastião.
1857 - Compõe a modinha Suspiro d'Alma com versos de Almeida Garret. Fundação da Imperial Academia de Música
E  Ópera Nacional.                                    
No discurso de inauguração, José Amat enfatiza os objetivos da Academia: "A música não é absolutamente a mesma em todas as nações; sujeita às grandes regras da arte ,ela se modifica no estilo e no gosto em cada nação, segundo as inspirações da natureza do país, os costumes, a índole e as tendências do povo."

Compõe a fantasia Alta Noite para clarinete. Apresenta-se, pela primeira vez, tocando piano, num concerto em Campinas, acompanhado de Henrique Luiz Levy. Faz uma tournée com o irmão violinista Pedro Sant'Anna Gomes, através das principais províncias de São Paulo, hospedando-se em repúblicas estudantis. Compõe o Hino Acadêmico, a modinha Tão longe de mim distante e a Missa de Nossa Senhora da Conceição.

1860 - Muda-se para o Rio de Janeiro, contra a vontade de seu pai, e inicia seus estudos musicais no Conservatório de Música.

1861- Apresenta sua primeira ópera com o libreto de Fernando Reis A Noite do Castelo no Teatro Lírico Provisório. Escreve uma carta para seu pai a fim de convidá-lo para a estréia.
Compõe Joana de Flandres.

1863 - Com o apoio do Imperador Pedro II, viaja para a Itália, berço da ópera e do belcanto, terra de Rossini, Verdi , Donizetti, Ponchielli.

1864 - Chega à Milão. Devido à idade avançada, sua inscrição é recusada no Conservatório de Milão. Passa a ter aulas particulares de composição com o maestro Lauro Rossi.

1866 - É aprovado no exame final de composição no Conservatório de Milão e recebe o título de Maestro. Compõe música para a revista Se sa minga, com texto de Antônio Scalvini

1867 - Execução, no Teatro Fossati do Coro das Máscaras, da canção Fuzil em Agulha

1868 - Enquanto inicia seus trabalhos para a ópera O Guarani, compõe várias peças de música de câmara, com textos de Scalvini. Escreve as músicas Nella Luna, La Moda.
É recebido nos salões da Condessa Maffei, o que lhe abrirá as portas para sua apresentação no Scalla.

http://www.bn.br/fbn/musica/cgbiog.htm

TEATRO SCALLA DE MILÃO

www.freemasons-freemasonry.com

1870 - Apresenta-se no Teatro Alla Scalla de Milão com O Guarani, baseada no romance de José de Alencar. No intervalo da récita, vende todos os direitos da ópera para o editor Francisco Lucca por 3.000 liras, que passa a lucrar com a ópera mais do que o próprio maestro.

A ÓPERA O GUARANI

 

No Brasil, estreou no mesmo ano. Foi ouvida 32 vezes no Scala e depois seguiu para Florença, Gênova, Ferrara, Londres, Vicenza, Treviso, Turim, Palermo, Catânia, Reggio Emilia, Lugo, Buenos Aires, Varsóvia, Rio de Janeiro, Montevidéu,

Paris, São Petersburgo e Moscou, totalizando 231 apresentações em 8 anos.
 Inspirada no romance homônimo de José de Alencar, "O Guarani" transcorre no Brasil de 1560, no litoral do Rio de Janeiro,
onde os índios aimorés e guaranis estão em guerra. Cecília (Cecília), filha de Dom Antônio de Mariz, velho fidalgo português e chefe dos caçadores de uma colônia lusitana, está comprometida a casar-se com Dom Álvaro, um aventureiro português, que por sua vez, está prometido a uma índia aimoré. Mas Cecília apaixona-se pelo índio Peri, líder da tribo guarani, que por corresponder ao amor da menina, resolve apoiar os caçadores em sua luta contra os aimorés. Gonzales, outro aventureiro português, hóspede de Dom Antônio, planeja trair os companheiros, sequestrando Cecília, mas Peri descobre o plano e impede a tentativa. Pouco depois, Peri é aprisionado pelos guerreiros.Ciente do amor entre Peri e Cecília, o cacique resolve sacrificá-los. Com a repentina chegado do velho Dom Antônio e seus companheiros, tudo se acalma, mas uma nova traição de Gonzales faz com que Dom Antônio e Cecília sejam encarcerados em seu próprio castelo. Peri vai em busca da amada, pois sabe que D. Antônio pretende matar-se e levá-la consigo. Peri implora para salvar Cecília e o pai dela, emocionado com o amor entre os dois, batiza Peri, tornando-o cristão. Cecília e Peri fogem e, ao longe, vêem a explosão do castelo com D. Antônio, que sacrificou a vida para salvar a da filha, ao lado dos inimigos. Sob o ponto de vista romântico, portanto, "O Guarani" narra uma história de amor, em que Cecília desperta paixão, simultaneamente, em quatro homens: Gonzales, Dom Álvaro, o Cacique Aimoré e Peri. Para os dois quase adolescentes - Cecília tem 16 anos e Peri, 18 -, é a descoberta do amor de forma pura, que começa com a amizade e se desenvolve de forma arrebatadora, transpondo as diferenças étnicas e culturais do casal.Mas "O Guarani", contudo, permite outros tipos de leitura. A ópera também retrata a história verídica da dizimação dos índios Aimorés. Igualmente, mostra o interesse econômico de Espanha na colônia portuguesa na figura do aventureiro Gonzales - embora deseje Cecília, ele tem como principal objetivo dominar a todos para poder explorar uma mina de prata cuja existência e localização são mantidas em segredo. Além disso, a ópera evidencia a vida difícil dos primeiros colonizadores portugueses em terras brasileiras e relata, através da personagem Cecília, o vertiginoso processo de amadurecimento que os jovens estrangeiros eram obrigados a enfrentar. Cecília, que no primeiro ato mostra-se uma adolescente frágil, amadurece durante o espetáculo. Convivendo com perdas, medos, insegurança, transforma-se numa mulher forte, capaz de tomar decisões difíceis e disposta a enfrentar qualquer dificuldade. Seu desenvolvimento é proposto claramente pelo compositor também no amadurecimento musical das peças cantadas pela personagem.

Ao final do quarto ato todos os personagens morrem, restando vivos apenas Cecília e Peri. Este final carrega todos os elementos simbólicos da formação da Nação Brasileira.


O Rei Vítor Manuel II o nomeia Cavaleiro da Coroa da Itália.
Em razão das comemorações do aniversário de D. Pedro II, a ópera é encenada no Rio de Janeiro, em 2 de dezembro. A apresentação se encerra com os gritos do público: Viva o Imperador! Viva Carlos Gomes! Viva José de Alencar!

1871 - Escreve a opereta Telégrafo Elétrico e começa a trabalhar na ópera Os Mosqueteiros do Rei, que fica inacabada. Abertura da Exposição Industrial de Milão com O Guarani.Carlos Gomes é convidado para preparar a apresentação de O Guarani no Teatro Apollo em Roma. Em 16 de dezembro casa-se com a pianista Adelina Peri.

1872 - Contando com a ajuda de seu amigo André Rebouças, apresenta-se no circuito dos grandes teatros com O Guarani: La Pergola (Florença); Carlo Felice (Gênova) Covent Garden (Londres); Teatro Municipal de Ferrara; Teatro Municipal de Bolonha; Teatro Eretenio (Vicenza); Teatro Social de Treviso. Termina de compor Fosca, e encarrega Antônio Ghislanzoni de escrever-lhe o libreto Marinella, mas abandona o projeto. Verdi assiste à récita de O Guarani.

1873 - Nascimento do filho Carlos André e morte dos filhos Carlotta Maria e Manoel José. Estréia de Fosca no Scalla. A ópera foi duramente criticada na imprensa italiana, que a julgava impregnada do leitmotif wagneriano. Começa a compor Salvador Rosa, vendendo os direitos ao editor Giullio Ricordi

1874 - Primeira apresentação de Salvador Rosa no Carlo Felice de Gênova. Começa a trabalhar em Maria Tudor, com libreto de Arrigo Boito e Emílio Praga. Estréia de Salvador Rosa . Nasce o filho Mário.


1876 - A pedido do Imperador Pedro II,  compõe Saudação do Brasil, para ser apresentada nas comemorações do Primeiro Centenário da Independência dos Estados Unidos.
Inicia uma nova ópera com libreto de Ghislanzoni, A Máscara, mas logo abandona o projeto.


Apresenta Fosca no Teatro Colón de Buenos Aires, seguindo depois para apresentações no Rio de Janeiro.
É nomeado Acadêmico do Instituto Musical de Florença.


1878 - Inicia a construção da Villa Brasília, em Lecco. Escreve, para o Álbum musical do Trovador, a romança Corrida de Amor.


1879 - A ópera Maria Tudor , encenada pela primeira vez no Scalla, é um fracasso. Começa a escrever a música para a ópera cômica em três atos, Ninon de Lenclos, que logo abandona, devido a uma forte depressão que o acomete após a morte de seu filho Mário.
Muda-se para Gênova. Conhece Hariclé Darclée, tornando-se amantes.
"Mário, subindo ao céu, aos cinco anos, me deixou na terra infeliz para toda a vida." A ópera O Guarani começa a rodar o mundo: Livorno, Milão, Turim, Moscou e Pittsburgh. Em dezembro, começa uma nova ópera, Palma, mais um projeto inacabado.


1880 - Retorna ao Brasil na Excursão Lírica de Tomás Passini, visitando Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. A companhia encena Salvador Rosa, O Guarani e Fosca. Compõe na Bahia o Hino do Centenário de Camões.

"A baía do Rio de Janeiro, transformada num amplo anfiteatro, recebeu com grandes pompas o filho que escolhera a terra lombarda como sua segunda pátria. A noite se iluminara magicamente com uma sarabanda de fogos de artifício." Gianfranco Colombo

1882 - Publica Álbuns de Música de Câmara. Trabalha em dois libretos: Emma de Catania e Leona. Nenhum será terminado. Volta ao Brasil para participar da Estação Lírica do Pará.


 Nasce a filha Itala.


Carlos André e Itala

1883 - Organiza, em Milão, uma Companhia Lírica, e realiza nova temporada no Brasil.


1884 - O Imperador lhe pede uma marcha para comemorar a libertação dos escravos no Ceará: Ao Ceará Livre. De volta a Lecco, compõe a modinha Conselhos. Trabalha em dois libretos de Ghislanzoni, Os ciganos e Oldrada, também projetos inacabados.


1885 - Separa-se de Adelina Peri. Passa por graves dificuldades financeiras. A manutenção de Villa Brasília se torna onerosa.


1886 - Sofre de grave crise nervosa, somente aliviada com ópio. Promessas para encenar Fosca, mas nenhum teatro concretiza o convite.


1887 - Para pagar dívidas, vende a Villa Brasília com todos os móveis e objetos. Muda-se para um pequeno apartamento em Milão. Escreve Madrigal para a revista Cena Ilustrada. Morre Adelina e sua filha Itala vem morar com ele. Começa a trabalhar na ópera Morena, que também fica inacabada.


1888 - Termina de compor O Escravo com argumento de Visconde de Taunay e libreto de Paravicini.


1889 - De volta ao Brasil, apresenta O Escravo no Teatro Lírico, em homenagem à Princesa Isabel e à Lei Áurea. D Pedro II promete-lhe a direção do Conservatório do Rio de Janeiro; no entanto, a República é proclamada, não se realizando a promessa.


1890 - Volta à Milão e vai morar no apartamento de propriedade da Condessa Cavalini, sua amante. Inicia a composição da ópera Cântico dos cânticos, não concluída.


1891 - A ópera O Condor é encenada no Scalla. Faz parte, juntamente com Arrigo Boito, Bazzini e Catalani, da comissão julgadora para escolher o diretor de orquestra do Scalla. Morre D.Pedro II em Paris.


1892 - Compõe o oratório Colombo em homenagem ao IV Centenário do Descobrimento da América. Solicita ao governo ajuda financeira para representar o Brasil na Exposição Universal Colombiana de Chicago. Viaja para Chicago, mas apresenta somente trechos de suas óperas, uma vez que as subvenções do governo não cobrem o custo das apresentações. Retorna à Milão com o filho Carlos doente.
A apresentação de O Guarani em Chicago foi por água abaixo, pois o governo brasileiro não deu a subvenção esperada. No dia 7 houve apenas um concerto para convidados do mundo oficial daqui. Portanto, entrada grátis. "Esperava fazer aqui um mundo de negócios, mas depois percebi a triste realidade! Neste país a arte é um mito. Os americanos não se interessam por nada que não seja uma novidade da vida prática, ou seja, o meio mais fácil de ganhar dólares! Carta de Gomes, escrita nos Estados Unidos, à Tornaghi."


1893 - Representa Condor no Teatro Carlo Felice em Gênova.


1894 - Concorre à cadeira de diretor do Liceu Musical Rossini, perdendo para Carlo Pedrotti. Trabalha em duas óperas, Kaila e Cântico dos cânticos. Assiste em Turim à estréia da ópera Manon Lescaut, de Puccini


1895 - Encena O Guarani em Lisboa e recebe, das mãos do Rei de Portugal, a Comenda de San Tiago.
Recebe convites para dirigir a Escola de Música de Veneza e o Conservatório do Pará, porém, doente e disposto a livrar seu filho Carlos do serviço militar italiano, prefere partir para o Brasil.


1896 - Já muito doente, chega ao Pará em abril. Morre em 16 de setembro

www.bn.br/fbn/ musica/cgbiog.htm

 

Nos diz o espírito “ O Esteta” transmitido por Leon Denis

"...Quando o espírito humano encarna na Terra e que traz, seja da sua vida no espaço, seja em consequência de um trabalho anterior nas vidas terrestres, uma certa noção do ideal estético, quando chega à maturidade na sua vida terrestre, sua bagagem artística se exterioriza sob a forma de inspirações ligadas a uma qualidade mestra que nós chamaremos de o gosto junto ao sentido do belo."

Carlos Gomes como todos os compromissados com a espiritualidade foi acessorado. Seu padrinho era o imperador do Brasil D. Pedro II, grande incentivador da cultura. Era poeta também. Da espiritualidade, enviou este soneto para Francisco Cândido Xavier. Refere-se ele ao período que antecedeu sua partida para o plano espiritual quando teve que voltar a Portugal deixando o Brasil tão amado de seu coração e por quem lutou tanto.


MEU BRASIL

Longe do meu Brasil, triste e saudoso.
Bastas vezes sentia, mal desperto,
Com o coração pulsando, estar já perto.
Do pátrio lar risonho e bonançoso.

E deplorava o rumo escuro e incerto,
Do meu desterro amargo e desditoso,
Desalentado e fraco, sem repouso,
O coração em úlceras aberto.

Enviava, a chorar, na aura fagueira,
Minhas recordações em terna prece
Ao torrão que adorara a vida inteira;

Até que a acerba dor, enfim, pudesse.
Arrebatar-me à vida verdadeira.
Onde a luz da verdade resplandece.

Pedro de Alcântara

(Do livro Parnaso se Além-Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Alguém que atuou tão fortemente na música levando-a fora das fronteiras de seu país não poderia deixar de atuar agora levando a música para fora de suas dimensões, agindo para que ela  interaja entre dois planos de vida, para que ela ocupe o seu verdadeiro lugar na vida dos homens.
Com esse objetivo reuniu na dimensão onde se encontra,  outras mentes com o mesmo ideal e não mede esforços para atingir a dimensão humana provando a realidade da alma.

A Terra ainda voltada para os êxitos materiais não consegue valorizar os talentos interiores da alma.
Os homens sentem sua força, admiram a beleza de suas obras, no entanto não lhe dão a importância devida.
No entanto aqueles que já estão em ligação com o compromisso maior lutam pela libertação espiritual do homem prisioneiro da própria ignorância.
Em suas composições além da vida física, Carlos Gomes conta sobre as maravilhas que descobriu.

                                                                      

 “Vós sois viajantes do infinito
A buscar estrelas escondidas
A sentir a vida indefinida
Sem compreender bem o que é Deus
***

Quem sabe onde a eterna claridade
Ponteia no limite do Infinito
No rumo da imortal felicidade
Expressa no ideal de Cristo.
Mas já sabemos , que Deuses somos,
E a verdade será em nós descortinada.
E a brilhar , em nosso Cosmos
Despontará em radiante alvorada.
*****

Todo o meu ser plana agora neste instante
Qual um gigante m plena liberdade
Vai voejando por sobre vales e montes
Vôo sublime em dimensão de eternidade
E  da cruz que me prendia à  terra densa
Fiz minha nave para o espaço sideral
Conquistando na eterna sapiência
Evolução horizonto-vertical
*****

Quanta riqueza jaz escondida
Quanta beleza descubro ainda
Mas tudo aquilo
Que encontrei pelo sem fim
É incomparável ao tesouro

Dentro em mim.

A seguir algumas das melodias enviadas.            

 

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Imagem: Tela Marisa Cajado

 

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