CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE

Era 1993, ano pródigo em melodias e letras. O trabalho seguia firme e nesta

época eu viajava muito. Acompanhavam-me o violão, as vezes o teclado e as fitas. Percorri o Brasil todo em quase todos os estados. Em julho ia para o nordeste e em janeiro para o sul do país. Fazia sempre tournées. Nesta época utilizava o retroprojetor para as palestras. As fitas já estavam mais organizadas embora gravadas amadoristicamente. José Samorano Subires e Aracy, grandes amigos e companheiros auxiliavam-me nas gravações.Suzana Samorano fazia os arranjos e com muita dificuldade nos reuníamos em feriados como páscoa e carnaval para em poucos dias gravar uma fita toda. Trabalhávamos madrugada afora.

Era esgotante mas ao mesmo tempo a energia que nos nutria era maravilhosa. Muitas vezes ao terminar o trabalho das gravações nos reuníamos na cozinha para um lanche e comentávamos sobre aquela brisa energética a nos embalar. Só quem faz um trabalho de amor para o bem pode saber do que falo.

Nada era fácil.

E foi em 1993 que Catullo enviou-me a primeira melodia Violando no além.

BIOGRAFIA

Maranhense de São Luís, morou dos 10 aos 17 anos no Ceará e mais tarde no Rio de Janeiro, onde desenvolveu sua bem-sucedida carreira artística. Flautista, cantor, violonista e poeta, cedo começou a despertar a atenção com seus versos, sua voz e seu violão nas rodas de seresta e modinha que freqüentava. Era amigo de Anacleto de Medeiros, Joaquim Callado e do cantor Cadete.

     Catullo foi um nome importante na inserção do violão, visto até então como instrumento de "malandros" e "vagabundos" - nos salões da sociedade carioca e nos conservatórios de música. Sua composição mais famosa, "Luar do Sertão" (1910) seguida de "Flor amorosa", feita em parceria com Joaquim Antônio da Silva Calado. Mas apesar da popularidade, morreu pobre em uma casa de subúrbio no Rio.

     Sua forma de composição é a mesma, inclusive no seguimento didático que lhe era peculiar, descrevendo primeiro o cenário e depois dando o recado como tão bem nos indica Luar do sertão.

     Inspirados por ele, temos quatro melodias muito significativas.

 

 

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Imagem: Tela Marisa Cajado

Arranjo: Suzana Samorano

Voz : Célia Tomboly

Música não gravada ainda

 

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