Nesta época, aqui no Brasil eram fabricados gramofones sem marca. Sua corda era suficiente para gravar um só disco.

Com toda a facilidade que temos hoje para ouvir músicas e gravar os sons, não nos damos conta das dificuldades que enfrentavam nossos cancioneiros para trazer a música e divulgá-la em grande escala.

A gravação do primeiro disco brasileiro deu-se em 1902, com o famoso tema lundu intitulado "Isto É Bom", escrito pelo músico baiano, Xisto Bahia (1841-1894) e cantado por Baiano (Manuel Pedro dos Santos, 1870-1944), para a gravadora Casa Edison.
Os teatros eram a coqueluche da época. Em 1896 foi construído o de Manaus, em 1911 o  teatro Municipal do Rio e o de São Paulo.

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As fazendas de café iniciavam seu apogeu.
No Rio de Janeiro  iniciavam-se os teatros de revista influenciados pela cultura européia. Um misto de humor e dança.
O primeiro espetáculo do gênero foi:  'As Supresas do Sr. José da Piedade', de autoria de Justino de Figueiredo Novais, no Teatro Ginásio. Artur Azevedo .

A maestrina Chiquinha Gonzaga, sua contemporânea, também brilhou na música popular.

A partir de 1920, o gênero começou a decair diante do rádio, dos cinemas-teatros e dos shows musicais.

Quando Ernesto Nazareth nasceu o Rio de Janeiro vivia febrilmente a época da polka.  Como todo artista pobre custou muito a ser reconhecido embora fosse sempre aplaudido por talentos da época como Mario de Andrade, Rui Barbosa e outras expressões do mundo artístico.

A falta de reconhecimento de seu talento e as muitas amarguras  acabaram por levá-lo à loucura.


 
BIOGRAFIA DE ERNESTO NAZARETH

Ernesto Júlio Nazareth   nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1863 e faleceu na mesma cidade em 4 de fevereiro de 1934. Sua iniciação no piano foi com sua mãe, a pianista Carolina Augusta Pereira da Cunha. D. Carolina morreu quando o pequeno Ernesto, ou Ernestinho, como era chamado, contava apenas 10 anos.
Algumas composições de Nazareth apresentam sutil influência de Chopin, um dos autores de sua preferência, o que não o privou de inaugurar uma forma brasileira de tocar e compor, tornando-se um dos primeiros pilares de sustentação da nossa música. A obra de Nazareth, acima de tudo, é música instrumental de primeira qualidade e virou repertório pianístico obrigatório, seja ele dito "erudito" ou "popular". Entre suas composições destacam-se a
s conhecidas e executadas até os dias de hoje, como "Apanhei-te, cavaquinho

 "Odeon", "Brejeiro", entre outras. Neste mesmo ano, em viagem a Montevidéo, Nazareth entrou em série crise nervosa.   Dizem que no auge do delírio, o compositor sentou-se ao piano de uma casa de música e falou aos presentes: "Eu posso estar louco, mas ainda toco melhor que vocês!". Seu corpo foi encontrado sem vida no dia 4 de fevereiro de 1934, afogado numa represa situada nos fundos do manicômio.
                            www.cliquemusic.com.br/artistas/ernesto-nazareth.asp

Hoje com a mente mais esclarecida também ingressou no trabalho dos Cancioneiros do Infinito nos enviando algumas melodias.

                                      

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Imagem: Tela Marisa Cajado

 

 

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