BIOGRAFIA DE MARIA SEVERA

1820-1846

Maria Severa Onofriana foi uma das mais importantes figuras para o fado. Seu pai era cigano e, dizem alguns biógrafos, que ela era uma espécie de "Carmem" versão portuguesa.  Viveu na Mouraria, em Lisboa, onde tinha como profissão ser prostituta. Dona de uma voz e beleza inigualáveis, cantava o fado com um xale nos ombros. À época, o fado era, ainda, canção de marinheiros, sendo Severa responsável pela popularização do tipo de canção.

     Foi fonte de inspiração para diversos romancistas, poetas, compositores. Sua vida foi retratada em livros, em filmes, em peças de teatro.

     Faleceu aos 26 anos, vítima, provavelmente, de problemas cardíacos. Teve um romance conturbado com um nobre, o que rendeu várias versões romanescas sobre sua vida.

     Era culta, sabia escrever, encantava seus ouvintes com sua eloqüência e adorava o teatro.

     Ao falecer, apesar de gozar de boa situação financeira, externou sua vontade de ser enterrada em vala comum, através do seguinte verso:

 

"Quando eu morrer, raparigas,
Não tenham pesar algum!
E ao som das vossas cantigas
Lancem-me à vala comum!"

 

     De sua descrição sabe-se da existência de uma fotografia primitiva (daguerreotipo) que a representava com flores no cabelo, além de um retrato pintado por Francisco Metrass (1825-1861).

 

Enquanto pintava seu retrato Severa veio conversar comigo e disse que depois desta encarnação foi uma dama muito distinta da alta sociedade que facultou a ela fazer muitas obras beneméritas, porém ela prefere Severa porque é como Severa que ela é lembrada, por seus dotes físicos, não morais infelizmente. É bem verdade que pouco viveu na encarnação como Severa, mas seu espírito velho pode deixar marcas porque intuitivamente podia passar sua energia e os conhecimentos sobre a outra vida.

Imagem: Tela Marisa Cajado

Siga a flecha para mudar de página.

Livro de Visitas

Clique na clave de sol