Meu trabalho, sempre me foi entregue como um quebra cabeças.

A cada mensagem que chegava eu juntava mais uma peça e ia percebendo um pouco mais sobre  os seus objetivos.

Desde o inicio percebi que era muito importante e senti o peso da responsabilidade.

Notei  que os compositores, todos eles haviam participado da música e da arte de maneira especial. A maioria deles influiu no contexto musical da época.

Eles conviveram num tempo de descobertas grandiosas que revolucionaram  a música.

O inicio do século XX foi marcante.

Após várias tentativas de Thomas Yong, Scott e  Charles Cross, Thomas Alva Edson registrou a maravilhosa máquina tanto influiria no mundo musical permitindo a gravação, o gramophone. Dessa forma a música sairia do casulo das pautas para atingir o ouvido de muitos.

Quando capto um cancioneiro novo, detenho-me a pensar sobre ele.
Ultimamente ao escrever este livro deliciei-me com a pesquisa sobre suas vidas interessantes.
Situar cada um em sua época é uma aventura deliciosa.
Passo muitas horas pela madrugada informando-me sobre as condições de vida de cada tempo principalmente sua ligação com a música. Acompanhei a odisséia do  som vibrei,  como  se lá estivesse da mesma forma que devem ter se encantado todos que presenciaram a exibição fantástica  da primeira máquina de gravação por Thomas Alva Edson.                        

Foi em 1978. assim retratado pelo editorial de 22 de dezembro daquele mesmo ano.

 “ Mr Thomas A. Edison recentemente veio a esta casa, colocou uma pequena máquina sobre a mesa, girou sua manivela e a própria máquina perguntou por nossa saúde, o quanto gostávamos do fonógrafo, informou-nos que ele o ( fonógrafo) estava muito bem e nos desejou um cordial boa noite. Isto não foi apenas perfeitamente ouvido por nós, como também, por uma dúzia  ou mais de pessoas que se amontoavam à sua volta.”

Era a primeira vez que ouvia-se um som gravado. Sem querer olhei o sofisticado aparelho de Cd  em meu canto de trabalho e  suspirei agradecendo ao esforço de quantos lutaram para que hoje possamos ouvir qualquer som de tantas formas variadas.

Todo ser humano possui uma centelha do poder criador divino e os cancioneiros a expressaram maravilhosamente.

Foi o caso de Noel Rosa, o famoso sambista de Vila Isabel, que viveu tão pouco aqui na Terra. Em março de 1988 entrou em contato comigo. Fiquei, um tanto surpresa, porque  sempre tive dificuldade em tocar e cantar samba. Ele seria o primeiro de vários sambistas que trouxeram suas músicas.

Sabemos que este compositor que viveu tão pouco tempo,  continua compondo e trabalhando na dimensão em que se encontra. Tem enviado composições através de outros médiuns.

Mostra nas canções enviadas a mim, que sua alma poeta só cresceu

Vila Izabel,

Do samba um celeiro

No  solo brasileiro

Com tanto bacharel

Que fez do samba

Oração ao mundo inteiro

A mostrar que o seresteiro

Quando canta acha o céu

Noel Rosa por Marisa Cajado


Inspirou-nos entre  outras,  o  samba em outra cadência

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Imagem: Tela Marisa Cajado

 

 

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