CATULO DA PAIXÃO CEARENSE

Inicio do século XX.

Pródigo em artistas. Os saraus e encontros musicais eram o forte da arte.

Os teatros, a Rua do Ouvidor, imortalizada pelos chorinhos e chorões.

Nesta época este artista maravilhoso foi responsável pela introdução da música popular dentro da corte. A sua verve e o seu brilhantismo o fizeram querido pela classe mais elitizada que até então só se permitia ouvir ou tocar clássicos.

Catulo era sempre chamado para tocar nos saraus e festas em casas ricas e elegantes.

Ele e seu violão inseparáveis. Catulo declamava e tocava com uma propriedade invejável. Repentista, transformava as festas em uma alegre e inteligente noitada.

O violão era considerado instrumento de vagabundos e boêmios.

Cartola certa feita foi preso por estar carregando um violão na madrugada.

Sua forma de composição é a mesma, inclusive no seguimento didático que lhe era peculiar, descrevendo primeiro o cenário e depois dando o recado como tão bem nos indica Luar do sertão.

Inspirados por ele, temos quatro melodias muito significativas. Só uma está gravada. Seguem as letras sa não gravadas.

VIOLANDO NO ALÉM

Refrão
Mas não há nada irmão
No universo
Que não tenha explicação

Quando pego a viola
E o luar cai sobre a mata
Prateando a cascata
Sinto o vento evolar
Bate o aroma da florada
Pela prata fluorescente
Envolvendo tanto a gente
Eu me ponho a cantar

O rio desce
A gemer dentro do leito
Bate tanto o meu peito
Vendo ele correr pro mar
Em corredeira
Desemboca no oceano
Unindo plano com plano
Nem consigo explicar

Essa mistura é a mesma
Que se dá com a gente
Quando estamos mente a mente
Unidos num só pensar
O universo é um só
Só faz fronteira
Quando a gente põe barreira
Por Deus Pai ignorar

Catulo da Paixão Cearense
Guarujá - 04/06/93 - 2:40

DIVISÃO

No universo
Não há nada sem função
Tudo tem explicação
Não nada adverso
É um poema
Feito em forma de oração
Pelo Pai da Criação
Que compôs verso por verso

A chuva desce
Molha a Terra em profusão
Em seguida sobe ao céu
Pela evaporação
Mas antes disto
De correr pro rio  e mar
Se dividiu em mil gotas
Pra de novo se juntar

Na natureza
Pela lei da evolução
A matemática que define
Por si só é a divisão
Eu aprendi
Nesta escola que me explica
Que o  mais certo é o que divide
Por si mesmo multiplica.


Catulo da Paixão Cearense
Guarujá,19/01/95 - 13:00h

A MEDIUNIDADE

Estribilho


Mediunidade é coisa complicada
E é preciso meditar e compreender
É potencia implantada
Cujo destino é se desenvolver

Nunca desponta na  imaturidade
Tem várias formas e objetivos
E só aquela que está dentro da verdade
Não causará perdas e prejuízos

Mediunidade é coisa complicada

Cresça por dentro e ela brilhará
Obedecendo ao planejamento
Que vem do Pai que a ti confiará
O roteiro do próprio crescimento

Mediunidade é coisa complicada

E no crescer por certo então vislumbrará
Mediunidade a serviço da bondade
Porque é lei que todo ser contribuirá
No crescente reflorir da humanidade

Mediunidade é coisa complicada

Não force a vida que ela mesmo te dará
tudo aquilo que é teu por direito
Pois a justiça do Pai não falhará
Foste criado para ser perfeito


Catulo da Paixão Cearense
Santo Anastácio, 25/01/95 -15:30

 

Imagem: Tela Marisa Cajado

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