As músicas continuaram chegando , enquanto  o  trabalho prosseguia em todos os sentidos.

Em 1985 eu trabalhava intensamente como professora e também vendia roupas para poder vestir minhas quatro filhas. Sabemos que o professor no Brasil não ganha muito e a maratona era grande entre todos os compromissos.

Naquela manhã eu iria a São Paulo para fazer compras e atender pedidos de algumas clientes. Ao me arrumar tive a intuição de levar o gravador. Porém não a segui. Tive medo que roubassem o único instrumento onde registrava as melodias que chegavam.

Já na serra, fui tomada por uma sensação nunca sentida. Era como estivesse integrada à natureza, às montanhas, ao sol, ao vento. Posso afirmar que a maior emoção que havia vivenciado até então, era a bênção da maternidade, no momento sublime do nascimento de um filho. Porém aquela sensação transcendia a isso... Não consigo explicá-la. O sentimento não se explica.... Junto a ela chegou a melodia e letra. Parei o carro no acostamento da rodovia Imigrantes, que liga Santos a São Paulo e tomei nota da letra... Lamentei não haver levado o gravador, pensei que havia perdido aquela melodia que achei muito linda.

Três meses depois ao acordar senti a mesma sensação que havia me envolvido naquele dia na rodovia Imigrantes enquanto a melodia delineava-se em minha mente. Juntei a letra á música e ficou assim:

GRATIDÃO

 

Oh! quando o sol bate na serra

E ilumina toda a Terra

Deslumbrando a natureza

Eu me sinto Tão pequena

E minh”alma em Ti se algema

Ao sentir Tua grandeza

E então se enche

De paz meu coração

E me curvo numa prece

Cheinha de gratidão

Muito obrigado por essas serras

Por estes montes

Por este mar

Por este amor que meu ser encerra

E tem vontade de espalhar

Pai faz de mim

Um instrumento do Teu Amor

Faz que eu possa cada vez mais

Refletir Teu esplendor

Me ensina Te agradecer

Me ensina sempre Te ter

Ensina a me humilhar

Me ensina a Te exaltar

Me ensina o Teu saber

Me ensina a Te amar

Me ensina a todos querer

Me ensina a crescer

Cancioneiros do Infinito- Guarujá,04/11/85 -07:30h - Voz Célia Tomboly – Arranjo Suzana Samorano

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Imagem: Tela Marisa Cajado

 

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