POESIA E MÚSICA

A poesia é uma forma de música e submete-se ao ritmo As leis do ritmo e vibração são as leis da vida em seus estados superiores.    
  Na antiguidade o poeta era também músico e cantor. O verso não suporta mediocridade e é também o caso de nossos cancioneiros. Sua música possuía beleza, harmonia e conteúdo.     
Muitos são os poetas que acompanham os músicos e vice versa e no estado atual é fácil a cada um deles misturar-se a ponto de não saber onde inicia a inspiração de um e termina a do outro
Inspirada por Vinicius de Moraes, captei em uma melodia: “ Nunca se sabe ao certo, quantos parceiros se tem. Ninguém faz nada sozinho, tudo se faz com alguém. Não caiam nesta ilusão que criam ou compõe até, o muito que se consegue é combinar o que já é.”
Eurícledes Formiga, poeta espírita também faz parte desta turma de idealistas que atravessa as fronteiras da vida física para mostrar-nos a continuidade da vida em outra dimensão.
Inspirou-me algumas letras que vieram acompanhadas de melodias enviadas por Cabete. Os dois eram companheiros enquanto na Terra.
A música foi enviada por Formiga Cancioneiro foi em homenagem a João Cabete.

Estas que coloquei a letra abaixo, ainda não foram gravadas.

ALMA DE ARTISTA

Alma de artista
A emocionar a gente
Vai pela vida,
Em soluçar silente.
Alma de artista
A buscar a amplidão
Pra aliviar a dor do coração
Tecendo o verso
Com o fio da saudade
Do seu universo
Perdido na eternidade
Prossegue alma querida
Na sublime missão
De enfeitar a vida
Dos que sofrendo vão
Prossegue a cantar
E a compor esplendores
Jesus te aguarda o chegar
Com ramadas de flores

Eurícledes Formiga por Marisa Cajado

DOR E VIDA


Enquanto navegares pela vida
Nas asas frias da ilusão dourada
Terás a alma perdida
No gosto amargo de amar o nada

Mas quando a dor Bater à tua porta
Por longo tempo for a tua companhia
No pranto que tua alma desconforta
Sentirás que a vida reinicia

Sairás de ti para então
Ir de encontro a dor de teu irmão
E nesta augusta saída

Acharás a sonhada felicidade
E no caminhar da eternidade
Encontrarás a luz da verdadeira  vida


Eurícledes Formiga – Letra
Cabete – Melodia  Guarujá 18/08/99


AOS SERESTEIROS DO AMOR


Alma querida que pela vida
Segue a cantar
Mesmo a saudade
Assim reprimida
No peito, a soluçar
Prossegue adiante
Leva a esperança
Com a alegria  faça aliança
Melancolia vai sufocando
É energia te iluminando
A melodia , que vem surgindo
É bálsamo caindo
Das luzes da amplidão
Roseiral no caminho
Cobrindo todo o espinho
Perfumando teu coração


Formiga e CabeteGuarujá - 27/07/99


Piano na casa de Gloria Caribe onde se reuniam Cabete e Formiga



Foto no jardim da chácara de Gloria caribe

BIOGRAFIA DE EURICLEDES FORMIGA

Eurícledes Formiga : o poeta que viu mais além ...

José Eurícledes Formiga, nasceu em São João do Rio do Peixe, Paraíba, à 19 de Junho de 1924. Viveu sua infância enfrentando a penúria e o abandono do sertão nordestino, saindo de lá ainda jovem adolescente.
Jornalista profissional ingressou na "Gazeta de Notícias", onde ficou durante oito anos, em Fortaleza no ano de 1946. Redator da "Folha de São Paulo",colaborou em outros jornais paulistas como "A Gazeta", e Rádio "Gazeta", no programa "Enciclopédia no Ar",  na extinta TV Excelsior de São Paulo. Em 1961, em Brasília, exerceu as funções de oficial de gabinete do prefeito, na época Paulo de Tarso Santos, chefe do serviço de imprensa do presidente da
 Novacap, e redator da agência nacional.
Criou e dirigiu por dois anos o grupo de pesquisas e estudos folclóricos do Instituto Central de Letras da Universidade de Brasília. Exerceu cargos na Justiça Federal de São Paulo.Poeta repentista e declamador, executou excursões por todos os estados do Brasil. Foi considerado uma das primeiras memórias do país, citado entre as quatro maiores memórias do mundo em matéria na "Revista Realidade", em 1972.
Também publicou os seguintes livros psicografados:Luz na madrugada,
Notícias do Além, Mais Vida. Com Chico Xavier: Olá Amigos. Na Seara Espírita, Eurícledes Formiga exercia suas atividades junto ao Centro Espírita Perseverança do qual era Diretor. De sua lavra editou as obras: Baladas da Minha Vida, Vitral da Madrugada, O Cavaleiro do Mar, As Rosas Estão Abertas, Canto do Semeador e Chão de Oferta.
Eurícledes Formiga morreu em 1983 de um problema cardíaco.

 

Imagem: Tela Marisa Cajado

 

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