Clara Nunes

1942 -1983

 

 

 Carismática, iluminada. Clara Nunes representava a própria aceitação da cultura negra no universo da mídia brasileira. Uma intérprete e uma mulher à frente no tempo em que vivia, capaz de assumir sua negritude e sua feminilidade como poucas até hoje. Sobretudo entre os anos de ditadura militar e da abertura democrática.

A capacidade lutar pelos seus ideais, de fazer valer seus direitos, é incontestável. Acreditava no amor e na amizade. Brasileira legítima, tinha uma fé absolutamente sincrética. Batia cabeça e cantava ponto de terreiro. Tomava passe em centro de mesa branca e comungava em igreja católica, após se ajoelhar para rezar o Pai Nosso ou a Ave Maria diante da imagem de Nossa Senhora. Carisma sincrético com que, paralelamente, ajudava a estabelecer a imagem e o canto mulato, negro, símbolo da própria nação brasileira. “Era indiscutível seu desejo de crescer espiritualmente, sem preconceito com este ou aquele segmento religioso. Envolta pelo manto sagrado da beatitude, acreditava a cantora que todos os credos indicavam a direção de Deus”, .

 

  

 

 

 

Composições inéditas

inspiradas por Clara Nunes a Marisa Cajado:

 

Barca da saudade

Brilho cigano

* As músicas em bege ainda não estão prontas. Conforme forem sendo

formatadas, serão colocadas no ar, à disposição dos leitores e visitantes do site.

Créditos:

Midi: "Amor cigano "

Arranjo e composição : Sibélius

 

Livro de Visitas

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