Página de Gratidão

 

 

 

 

Guarujá, 13 de maio de 2007

Carta à minha mãe

Mamãe querida

Quanta saudade!
Este é o primeiro dia das mães que passamos separadas fisicamente.
Por aqui vai tudo andando. O apartamento tenho cuidado.
Sabe, não agüentei ver seu quarto vazio e nele, montei meu escritório. A família, crescendo, hora com dificuldades, hora com alegrias e vamos tocando.
No canto da sala, nossa árvore da felicidade cresce. Cuido dela com o mesmo carinho que cuidavam, você e o papai. Ela tem já 27 anos, está maravilhosa. Todos cuidam das mudinhas que você deu a cada um da família, no último natal que pode passar conosco.
Imagine que Emiliana, minha primogênita fez 40 anos. Marcio deu a ela uma festa maravilhosa. Todos lá estavam e falamos tanto de você e de papai, porque vocês dois nos marcaram tanto pelos exemplos, que ficaram entre nós, no coração de cada filho, no coração de cada neto e até dos bisnetos. Seu bisneto mais velho, já está no primeiro técnico de computação.
Aqui na Terra a violência aumenta, os problemas acumulam, mas não se preocupe. Não me esqueço de acender todos os dias ao acordar, como você me ensinou, aquela velinha da esperança dentro do meu coração. É impressionante que sua chama, acesa, me aquece e ilumina e quando vejo já estou pronta pro dia, seguindo seus passos.
Mas Dona Janda como é difícil hein!? Como você fazia pra dar conta de tudo, interessando-se por tudo e por todos, rezando por tanta gente ao meio dia.
Ah! Desculpe mas mexi no seu caderno de orações e surpreendi-me com a quantidade de amigos que lá estavam marcados. Por isso é que ficava tanto tempo orando todos os dias?
Desculpe outra vez, mas encontrei as cartas que escrevia para o além comunicando-se com todos os que a precederam na viagem.
Quanta riqueza mãezinha, encontrei ali.
Assim vou andando. As saudades são muitas, mas em minha cabeceira coloquei a foto de meus dois anjos de guarda, você e papai. Ao acordar os beijo e ao dormir sei que de quando em quando vou ao seu encontro.
Estou colocando a letra da música que fiz pra você e quando cantava recebia sempre seu beijo. Ia gravar, mas o gravador não funcionou então no fundo da carta colocarei aquele meu tango que voccê adorava. Um tango diferente
Estou aguardando viu, venha me beijar, pra que eu possa matar esta intensa saudade.
Um grande abraço, meu amor maior, neste dia das mães
De sua filha sempre agradecida

Marisa

MÃE

Mãe nome que balança a gente
Esta força que se sente
E só se entende quando é Mãe
Mãe feita só de pedacinho
De amor e de carinho
De renúncia e devoção
Mãe tens um pouco de luar
Na ternura deste olhar
E o sol; no coração
E se um filho teu te esquece
No teu raio o aquece
E o envolve no perdão
Oh! minha Mãe como eu queria
Cantar em minha poesia
Algo para te ofertar
Mas na minha pequenez
Quando me perco outra vez
Ainda é a ti que vou buscar
Minha Mãe nem te mereço
Mas mesmo assim eu agradeço
Tua luz na minha trilha
E ao Pai do Céu eu digo
Obrigado todo dia
Pela bênção de ser tua filha

Guarujá,18/10/85

 

 

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Fundo Musical: "Um tango diferente - Marisa Cajado/Cancioneiros do Infinito "

interpretação: Sibélius

 

Imagem: "Janda" - arquivo pessoal de Marisa Cajado

 

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